sábado, 24 de novembro de 2007

Inícios, fins e afins

O inícios costumam ser um assunto definido. Trata-se de um diário, de poesias ou de crônicas. Se misturarmos tudo, pode bem ser um diário de poesias crônicas, e, mesmo assim, eis a definição. Mas, se o meio exige clareza, até para que se possa identificar o leitor com o texto e conquistar rapidamente parcela a ou parcela b, nada melhor do que iniciar um blog com um quase nada. Afinal, tenho especial preocupação com a parcela j...

Hoje, não tenho mesmo nada magnífico para escrever. Talvez não tenha, também, amanhã. Então, nada como uma poesia de bate-pronto, criada no momento e morta a seguir.

Revelam-se as fronteiras, e são curtas e encurtam.
Apertadas e de aparência intransponível,
Resumem o homem, eu, a seu nível,
E de mim a vontade furtam.
Não são seres de vontade própria:
São animados objetos inanimados.
Riem-se de seu criador exasperado,
Que faz de si cópia de cópia.
E impõem-se, impostas paredes,
A rodear aquele que não caminha
E que contenta-se em definhar na rede.
Então, se o limite é coisa que se avizinha,
E se só me movimento por fome ou sede,
A culpa é minha, e toda minha.